quarta-feira, 3 de abril de 2013

Igreja da Senhora-a-Branca



Situa-se no largo da Senhora -a-Branca, na transição entre a rua de S. Victor e a Avenida Central.

A parte inferior da igreja obedecer ao estilo neoclássico e a parte de superior ao estilo barroco, os azulejos que decoram o interior da igreja são do início do século XX. O sacrário e a tribuna foram concebidos por André Soares e em 1783, o entalhador João Bernardo da Silva executa alterações no retábulo, concedendo-lhe um aspecto neo-clássico. No tecto desta Igreja permanece o brasão de D. Diogo de Sousa.

O nome de origem provém do culto a Nossa Senhora das Neves em Roma, pois, segundo reza a História, houve um ano em que se registou um forte nevão no antigo centro do império romano, mais precisamente no monte Esquilino que ficou associado ao sítio onde Nossa Senhora gostaria que fosse erguido um templo.

Este facto, foi considerado um milagre, e é ainda hoje festejado na capital Italiana a 05 de Agosto, tornando-se assim um culto religioso que se espalhou por toda a Europa, chegando à nossa cidade com o nome de Nossa Senhora das Neves, sendo agora chamada por Nossa Senhora-a-Branca.
O seu culto foi trazido para Braga pelo arcebispo D. Diogo de Sousa entre 1505 e 1532, que tendo estudado em Roma, era muito devoto desta Senhora.

Segundo os historiadores, desde o século XIV que existe um templo naquele sítio que terá sido reconstruído no tempo de D. Diogo de Sousa. Em 1771, ao tempo do arcebispo-príncipe D. Gaspar de Bragança, a capela foi ampliada com o aumento da parte superior da fachada e a edificação da torre daquela que passou a ser chamada Igreja da Senhora-a-Branca, designação que o povo adoptou em alusão ao manto branco da Senhora das Neves.

É neste período que a Igreja adopta, mais ou menos, a estrutura que apresenta hoje em dia, tendo sido também introduzida a torre sineira.

O retábulo-mor tinha sido desenhado por André Soares, em 1751, mas foi totalmente substituído posteriormente, tendo apenas sido preservado o Sacrário.

Mais recentemente, aquando de uma pequena intervenção na Igreja, foram descobertas as primitivas colunas do templo, datadas da época de D. Diogo de Sousa, pois estavam tapadas pela construção de uma parede.

Na fachada principal há uma porta e duas janelas de madeira, assim como uma cruz arquiepiscopal em pedra.

Existe também um nicho com imagem de Nossa Senhora-a-Branca e uma inscrição latina: “NIVE DEALBANTVR IN SELMON MONS DEI IN QUO BENEPLACIMVM EST DEO HABITARE IN EO”.



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