Situa-se no
largo da Senhora -a-Branca, na transição entre a rua de S. Victor e a Avenida
Central.
A parte
inferior da igreja obedecer ao estilo neoclássico e a parte de superior ao
estilo barroco, os azulejos que decoram o interior da igreja são do início do
século XX. O sacrário e a tribuna foram concebidos por André Soares e em 1783,
o entalhador João Bernardo da Silva executa alterações no retábulo,
concedendo-lhe um aspecto neo-clássico. No tecto desta Igreja permanece o
brasão de D. Diogo de Sousa.
O nome de
origem provém do culto a Nossa Senhora das Neves em Roma, pois, segundo reza a
História, houve um ano em que se registou um forte nevão no antigo centro do
império romano, mais precisamente no monte Esquilino que ficou associado ao
sítio onde Nossa Senhora gostaria que fosse erguido um templo.
Este facto,
foi considerado um milagre, e é ainda hoje festejado na capital Italiana a 05
de Agosto, tornando-se assim um culto religioso que se espalhou por toda a
Europa, chegando à nossa cidade com o nome de Nossa Senhora das Neves, sendo
agora chamada por Nossa Senhora-a-Branca.
O seu culto
foi trazido para Braga pelo arcebispo D. Diogo de Sousa entre 1505 e 1532, que
tendo estudado em Roma, era muito devoto desta Senhora.
Segundo os
historiadores, desde o século XIV que existe um templo naquele sítio que terá
sido reconstruído no tempo de D. Diogo de Sousa. Em 1771, ao tempo do
arcebispo-príncipe D. Gaspar de Bragança, a capela foi ampliada com o aumento
da parte superior da fachada e a edificação da torre daquela que passou a ser
chamada Igreja da Senhora-a-Branca, designação que o povo adoptou em alusão ao
manto branco da Senhora das Neves.
É neste
período que a Igreja adopta, mais ou menos, a estrutura que apresenta hoje em
dia, tendo sido também introduzida a torre sineira.
O
retábulo-mor tinha sido desenhado por André Soares, em 1751, mas foi totalmente
substituído posteriormente, tendo apenas sido preservado o Sacrário.
Mais
recentemente, aquando de uma pequena intervenção na Igreja, foram descobertas
as primitivas colunas do templo, datadas da época de D. Diogo de Sousa, pois
estavam tapadas pela construção de uma parede.
Na fachada
principal há uma porta e duas janelas de madeira, assim como uma cruz
arquiepiscopal em pedra.
Existe
também um nicho com imagem de Nossa Senhora-a-Branca e uma inscrição latina: “NIVE
DEALBANTVR IN SELMON MONS DEI IN QUO BENEPLACIMVM EST DEO HABITARE IN EO”.






